segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O que eu faço com isso?

Eu quase nunca sei o que fazer com isso.
O ato com que consumo o meu prazer
é o mesmo que me escarnece e leva
vergonha, inveja, sensação de fracasso...
E o pior é q eu quase nunca sei o que fazer com isso.

A prova de que tudo está errado
pondo a prova minha vontade de viver.
Sendo eu assim tão escarnecedor.
Matando meus filhos a cada hora ou minuto
sem nunca saber o que fazer com isso!


Igor Santos de Matos

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Verso Inacabado

Me cansei de tanta pornografia
Me cansei de tanta ilusão
Me cansei de não ser eu mesmo
Me cansei de tentar ter paixão

Queria querer de novo o contrário do que eu quero agora

...

Feliz demais

Á, a melancolia...
Quantas delas eu vejo agora.
Quantos beijos me beijam nesse instante
Tudo tão lindo, tão meigo, tão puro...
Em pensamentos viajantes
E vida oportuna.

Á quanta sorte que tenho
Por ter agora um amor
Por ter na vida um ardor
Aqui dentro do peito
Que palpita suavemente
Com tal presente que melhor não há.

Á quanta saudade que se foi
Do beijo que não me falta mais
Que agora me traz paz.
Ê vida linda
Que tanto me fascina
Fazendo de mim feliz demais.


Igor Santos de Matos

Tolice

Hoje a solidão foi tanta
Que eu não soube o que ouvir.
As palavras me fugiram da boca
E meu altar correu de mim.

Vivi o medo que temia.
Morri por crer na realidade.
Assumi sem medo o fracasso
E lutei pra ver de novo a verdade.

Só me sobrou mesmo esse verso
Pra dizer o que restou de mim.
Pra todo mundo ver como me sinto
Sendo eu tão tolo assim.


Igor Santos de Matos

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Quem sou eu?

Eu sou o absurdo da incompatibilidade.
Uma mente vagante facilmente manipulada.
Uma ser qualquer visto de baixo.
Um nada...
Eu sou um pingo de chuva,
Sou uma folha no outono
Uma pétala na primavera.

Um poeta desalmado
Inundado de solidão.
Vasto como a morte
E tolo como a vida!
Quem sou eu?
Ninguém mais que eu mesmo
E ninguém menos que você.


Igor Santos de Matos

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nada em mim

Será só fracasso
Ou culpa por meus erros
Seria tormento
Ou raiva de mim mesmo?

Nada passa de mim agora
Nada me faz tão fraco!!!
Tudo é morte, é dor...
Tudo é sonho, é torpor!

Escrevo como um artista que esculpe sua arte
Escupindo minhas emoções num papel qualquer.
Escarrando minhas dores
E esquecendo meus amores!

Igor Santos de Matos

Nada

E agora, o que fazer?
Nada foi bem, tudo saiu do controle.
A vida trouxe decepção
E só a poesia está ao lado.
Tudo parece desespero
Mas nada é por acaso!
Se minha vida presta ou não,
Se existe virtude ou perfeição,
Se é tudo nulo ou ilusão,
A culpa e o prolema são meus!
Mas e daí?
Sem demagogias em momentos como esse.
E pouco me importa se alguém realmente parou pra ler essa merda!

Igor Santos de Matos

sábado, 16 de novembro de 2013

O balé do amor




A trajetória torna-se linda
Tal qual a empolgação do momento.
A vida reluz novamente
Como qualquer prazer a granel.
E o que antes me parecia o céu
Me leva totalmente ao léu.

Sendo eu assim tão bom
Tão bom em amar e mal amado.
Tão puro...
Um bailarino no balé do amor.
Um simples,
Poeta descompassado.

Mas me vejo outra vez em teus olhos
Vivo de novo em teu beijo
Soluço de tanto desejo.
Só luto pra ter-te ao meu lado
No balé descompassado
Dançar lado a lado.

O certo é que eu amei você
Na primeira chance que tive
Amei amar você
Mesmo que a ilusão celebre sua vitória
Eu sei que ainda terei
O meu dia de glória.


Igor Santos de Matos

Um café e um livro

Hoje acordei mais cedo
Disposto a organizar a vida.
Acordei pronto a escrever te imaginando lendo.
Me levantei... Djavan.
Um café, um livro,
Um carinho qualquer a granel.
O sonho de uma viúva caliente.
O cheiro do pecado exaltado em minhas mãos.
Voltarei ao café, ao livro...
Talvez a você e quem sabe?!
Talvez...
É vida que segue
É uma passo a mais que a poesia
Não é mesmo pra ser entendido.
É assim...
Meio vago de mim mesmo!
Meu café, meu livro...
Onde estão?


Igor Santos de Matos

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sonho

Um chopp de vinho?
Não...
Um pouco de carinho?
Talvez!
Um beijo por acaso?
Sorte de mais.
Me apaixonar?
Meramente incapaz!
Viver de ilusão?
Normal.
Dar vida ao coração?
Surreal.
Sonhar com a verdade?
Quem sabe...
Sair da realidade?
Não cabe!
Ouvir um poema?
Um dilema...
Falar de amor?
Uma questão!
Fingir que sofro?
Porque?
Sonhar que sou feliz?
É o que basta!


Igor Santos de Matos

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Não é minha culpa

Eu os culpo por meu fracasso!
Se sou do jeito que sou,
Assim, de pele suada, morena
Cabelo por cortar, feio...
Dentes e olhos tortos e feios
E tudo mais de feio que há!
Por fora e por dentro!
Este sou eu.
E eu os culpo por meus fracassos!
Ando pelos fundos e vejo novidades
Que me levam ao passado,
Como o futuro que ilumina o surgimento.
Nada é novidade
E não há mais emoção,
Nem emoções.
Tudo é vago
E nulo.
Pobre, cego e nu,
E feio.
Mas eu os cuspo por meu fracasso!


Igor Santos de Matos

terça-feira, 12 de novembro de 2013

De repente, o amor

Então eu me pergunto:
O que seria do homem sem a possibilidade de um amor?
O lado bom da vida...
Esse deve ser esperado
Porque o beijo do final feliz
Nunca vem ao acaso.
Ele é merecido.


Igor Santos de Matos

sábado, 9 de novembro de 2013

Amor...


Agora que todos já se foram
percebo que ha tempos não fazia uma poesia.
Percebo também que a vida,
como nunca antes,
é incrivelmente mais bela.
Ainda assim luto em prol da beleza imensurável da real razão de se viver!
Amo a vida simples e unicamente pelo que ela é.
Nada me surpreende,
nada me ilude nem me apaixona
como o simples e único dom da poesia.


Igor Santos de Matos

domingo, 6 de outubro de 2013

Vidinha que se foi

Hoje é domingo e a tarde já vai indo.
Não me sento mais na porta de casa nos bancos de madeira
nem limpo a beira do muro com a enxada.
Não corro mais com os amigos atrás de bola
e nem sei mais o que é ter os meus pais chamados na escola.
Tudo está tão diferente.
Eu não sei se isso é bom ou ruim
sei apenas que os bons tempos não voltam
e que a realidade as vezes me assusta!

Pareço meio perdido por sentir saudades do passado
mas me lembro que antigamente eu não era satisfeito.
Vejo agora que não sabia que era feliz.
Não pulei etapas.
Sofri...
Sorri...
Passei por tudo isso e sinto a tristeza em meu peito por outras razões.
Meus pais mudaram, os vizinhos se foram,
Minha vida já não é mais a mesma e nunca mais será.
Meus sonhos são outros e meus ouvidos também.
Meus olhos ouvem coisas assustadoras porque minha boca mudou seu estilo.


Igor Santos de Matos

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sem a ideia de nós dois

É certo que nem Caetano ou Djavan,
Lulu Santos ou Maria Gadú...
Nenhum desses são os mesmos sem a ideia de nós dois.
Tudo que vivemos, tudo que passou
Foi tão puro e intenso, tão simples e curto
Que o amor ficou pra depois.

Igor Santos de Matos

Poema formal

Há tempos eu não sofria uma decepção.
Há tempos eu não me via tão triste, tão cansado...
Só penso agora em minha ilusões perdidas
e nos fracassos.
Penso tão probabilitoriamente
que nem me vejo mais nos meus sonhos.
Tudo se foi e nada se fez novo!
Tudo não passa do que simplesmente é
e nada é diferente do normal.

Mas ainda assim, não sei porque razão
me vejo entusiasmado,
iludido, acreditado.
Sem razão nenhuma...
Talvez seja só loucura mesmo.
Um louco covarde e egoísta.
Só mais um com cara de nada que tenta ser diferente
e quando quase consegue
volta a ser normal.

Igor Santos de Matos

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Verso


Um verso lhe dedico 
Eu verso pra você
Verso seu sorriso
A minha alegria de viver

Versos são simples 
De minha autoria
Verso por você de noite de tarde ou de dia
Verso não tem hora e nem explicação 
Verso tem é amor e você minha inspiração.


Fábio João

Tão eu

Parei de datar meus poemas.
Parei de escrever sobre amor.
Perdi o encanto das coisas.
Deixei de ser quem eu sou.

Deixei de compor minhas canções.
Não falo mais de harmonia.
Não brinca mais com as palavras.
Já se foi minha alegria.

Igor Santos de Matos

Nada não

Ainda me sinto perdido
Em um lugar que nem sei se é meu.
Até quando, meu Deus?
Até quando? Pergunta minh'alma...
Ouço histórias, vejo coisas,
Me reservo.
Sofro um pouco, canto bobagens,
Me preservo.
Algum amor? Onde encontraria?
Pra que tanto tormento,
Tanta arrelia?

Vivo ainda num lugar que não conheço
Que nem sei se é meu.
Mas do jeito que ando vivendo,
Confundindo tudo,
O que é meu ou o que não
Nem mesmo eu sei.
Só o medo do acaso
De sua traição,
Esse sim me assola, faz de mim um "nada não".
Se nessa vida eu for mesmo um nada
Então fica aqui minha emoção.


Igor Santos de Matos

domingo, 22 de setembro de 2013

Poema à Quintana

Existem em nós todas as semelhanças possíveis.
Existe em mim um amor que só ele sentiu.
Vivo a vida que era dele
E dou vida à sua criação.
Trago no peito as suas marcas
E me orgulho de ser como sou.
Sou mais ele do que eu
E só um pouco do que me sobrou.
Vivo Quintana com se deve viver!
Beijo seus sentimentos
E o amo como não deveria.
Entendam como quiserem,
Mas eu sempre o amarei.
Não sei como nem por que.
Mas sei que vivo porque o amo.

Igor Santos de Matos

Tristeza sem fim

Não tive mãe, quase nem pai.
Só tive uma vó e ela se foi muito cedo.
Dinheiro eu nunca tive.
Amigos, não me lembro.
Pessoas falsas ao meu lado?
Nem isso!
Grandes oportunidades... nada disso.
Não sei o que é sucesso.
Nunca me falaram sobre perseverança.
Só me mandavam parar de ser criança.
E agora já velho
Voltei pra minha infância.
Mas é tarde demais.
E ainda assim alguém ousa me perguntar
O porquê de ter me tornado poeta.


Igor Santos de Matos

sábado, 21 de setembro de 2013

Escolha

Estar é a escolha que alma tem a escrever! Esperando sempre o estreitamento de ruas de angústias . Erguendo –se na capacidade de ver a alegria do amor. Um fogo puro constrói o mundo de sabores tão prontos. Escalo a montanha do mistério sabendo que seus olhos estão a me enfeitar. Com um olhar poderoso de afeto e um sorriso mais lindo que praias rodeadas de: Árvores que em suas folhagens carregam as flores mais perfeitas que me faz ainda mais pensar em você. Meu Universo estava tão denso e extremamente noturno mais uma estrela nova começou a brilhar! Sim! Estar é escolha! E Aceito que você navegue no mar da minha emoção! Faça emergir nesse mar um furacão de paz e a terna sensação! Mapeie o meu norte de sonhos e me dê o horizonte mais pleno. Muda meu estado ansioso e me faça um trovador sereno. Sem ter o que esperar eu escolho somente te amar. Leonardo Camilo

Tudo que eu escrevo

Numa manhã bem linda
Resolvi escrever.
Tudo que eu escrevo
Todo mundo vê.
Tudo que escrevo
É notícia na TV.
Tudo que eu escrevo
Você quer saber.
Tudo que eu escrevo
Diz respeito a você.

E a tarde tudo é diferente:
Quase não vejo o resto da gente.
Quase nada me faz envolvente.
Quase não me sinto carente,
Muito menos delinquente.
E nada mais é reluzente
Quanto minha manhã inconsequente
Que tive exaustivamente
Por estar assim meio ausente
Da forma de ser vivente.


Igor Santos de Matos

domingo, 15 de setembro de 2013



Porque não uma dança?
Porque não um sorriso?
Quem sabe a gente se cansa
E acaba num paraíso!

Se é pra ser assim
Quem sou eu pra dizer não?!
Só um poeta sonhador
Amante da ilusão.

Logo vejo q eu estava certo.
Você é mesmo reluzente
Nada mais será do mesmo jeito
Nem me sinto mais carente.

Tudo deu-se um jeito
Tudo se fez novo
Te conheci e isso é tudo
Mudou-se a face do meu mundo.

Logo vejo que você não está mais aqui
Mas isso nem sempre é o que importa!
Se me tens aí no peito
O resto é só o resto!


Igor Santos de Matos




Era a primeira noite de muitas
Num luar inconsciente
E meu coração já carente
Vagava por aí.

Era só uma lua sorridente
Iluminando o céu inteiro
E eu, mero companheiro
Agora vivia a sorrir.

Era um céu, uma lua e um sorriso
Era um abraço, um beijo, um paraíso.
Não seria nada se for qualquer um
Mas era você o meu bem comum.

Num olhar profundo
Cabelos incríveis
Sorriso perfeito
Quase sem defeito.

Assim foi que te vi
Por te ver de olhos fechados
E assim sorri
Por estar apaixonado!


Igor Santos de Matos

sábado, 14 de setembro de 2013

Amigos


E eu q era um nada
Confirmo agora o que achava.
Eu q não tinha amigos
Sou rico de belos olhares.

Eu que sofria por bobagens
Tenho razões para sorrir.
Eu que não tinha amores
Sou feliz agora só por existir.

Eu que só falava de mim
Agora falo do que eu quiser,
E o que eu sempre quis
Agora é meu fiel companheiro.

Eu que estava desposto pra morte
Me vejo cheio de vida.
Posso até pensar que é sorte
Ou apenas mais uma saída.

Vivo em olhares que me cercam,
Vivo na ausência da morte,
Vivo por carinhos.
Vivo porque tenho amigos.


Igor Santos de Matos

domingo, 8 de setembro de 2013

Há tempos



Se o sorriso fosse sinônimo de pureza
Então teríamos aqui a vida como ela deveria ser.
Se olhar falasse mais que mil palavras
O mundo poderia se calar por mil anos.

No sorriso não há pureza
Se no olhar não houver simplicidade.
E quando há o encontro de ambos
Surge no horizonte a tua imagem.

E agora eu vejo o que não via a tempos
E a tempos também não me sinto tão bem.
Um sorriso que diz tudo,
Um olhar que me detém. 

A vida torna-se grata por tua existência
Os céus se exaltam por tão bela criação
Meu mundo fica mais belo por tal convivência
E meus olhos se inundam de tanta emoção.


Igor Santos de Matos

domingo, 1 de setembro de 2013

Preciso dizer que eu te amo


Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

Cazuza

sábado, 31 de agosto de 2013

João e Maria



Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Chico Buarque

sábado, 17 de agosto de 2013

Em Paz



Caiu do céu, se revelou
Anjo da noite e das manhãs
Pra amanhecer em par, em paz
E quanto mais, melhor
Você, sol de verão que faz chover
Som da maré, é luz e cor
Pro bom da vida acontecer
Onda que invade é o amor
Queria ser navegador
Desse teu mundo estelar
Lua que amansa o meu desejo
Estrela azul, me leva
Caiu do céu, se revelou
Anjo da noite e das manhãs
Pra amanhecer em par, em paz
E quanto mais, melhor
Você, beleza rara de se ver
Mágica música no tom
Uma escultura de Debret
O meu poema de Drummond
Queria ser navegador
Desse teu mundo estelar
Lua que amansa o meu desejo
Estrela azul, me leva
Queria ser navegador
Desse teu mundo estelar
Lua que amansa o meu desejo
Estrela azul, me leva

Uma Bela Mulher


E de repente o que parecia clichê
Num sintoma de ilusão qualquer
Fica assim, tão démodé
Ante o olhar de tão bela mulher.

Nada mais parece ser como antes
Nada mais é tão real
Tudo se desfez gentilmente
Numa emoção natural

Me pego pensando 
Como pode tão imensa beleza?
Um conjunto-perfeição
Linda por natureza.

Digna de meus elogios
Um mero poeta qualquer
Que sabe apreciar verazmente
Os olhos de uma bela mulher!





Igor Santos de Matos



domingo, 11 de agosto de 2013

O Mundo é um Moinho



Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

Cazuza

sábado, 10 de agosto de 2013

Um Homem Inteligente Falando das Mulheres


Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação,
mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia.
Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem.
Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.
Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado.
Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios.
Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode!

Luis Fernando Veríssimo

domingo, 4 de agosto de 2013

Nostalgia

De que me serviria uma casa com 300 anos de paredes largas
Se nela não estivesse o meu amor?
E qual seria o meu sonho
Se nessa casa tivesse tudo o que quisesse?
O fato é que a alegria não está no amor verdadeiro
Nem mesmo na realização dos sonhos
Mas sim nas dificuldades, pedras e lições que encontramos no caminho!

Infelizmente á controvérsias sobre o extinto e o exato.
O que me faz feliz, sendo eu tão impuro
Ou sendo como for
Só me fará verdadeiramente feliz
Quando se passarem as primaveras todas de uma vida
E quando todas as histórias me forem contadas
Para que um dia eu me sacie de tudo que vive!

Igor Santos de Matos

sábado, 3 de agosto de 2013

Tola Paixão



Se a tenho em vista
À quero por perto.
Se a tenho em mente,
À quero ao lado.

Se a vejo sorrindo,
Quero um abraço!
E se tenho um abraço,
Porque não querer um beijo?

E se a honra de um beijo eu tiver
Ansiar-me ei por uma paixão!
E se louca ela for
Darei o meu coração!

E depois do abraço e do beijo
Da amizade e da paixão,
De todo esse calor,
Tolo eu seria se não desejasse o amor!


Igor Santos de Matos

Bom Gosto

Agora eu queria uma bela
Uma bela com cor de canela
E não precisa ser cinderela
Sendo bom o gosto dela.

Agora eu queria minha bela
Mesmo eu não sabendo quem é ela
Eu a queria bem aqui, na minha janela
E que fosse bom o gosto dela!

Quisera eu ter minha bela
Ouvindo poesia de aquarela
Tomando um vinho ao lado dela
Pronunciando : " Quanto és bela".

Muito feliz seria ela
Tendo eu ao lado dela
Ouvindo batuque de panela
Encantando a cidadela!

Muito feliz faria ela
Se surgisse aqui na minha janela
E meu coração, que acelera
Ia dizer o quanto és bela!

Sendo bom o gosto dela
Eu morava em qualquer favela
Desde que fosse com ela
E que fosse bom o gosto dela!


Igor Santos de Matos

Sampa


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

Caetano Veloso

Minha bela poesia

Só mesmo a irreverência da poesia pra me feliz em dias como este!
Tudo parece vazio, sem confiança.
Tudo se faz tão nulo, com vasta amplitude de solidão.
Exercito o meu prazer num ápice de perfeição
Sendo eu tão meigo em meu desejo-ilusão!

Vejo que no final tudo vai da certo
Como sempre foi comigo.
Mas veja você que o agora me entristece
E é por essa tristeza que esperava!
Pois cada vez que a encontro, me encontro!

Então não me vejo mais só, nem infeliz
Nem triste, nem desprezado!
Me vejo útil, amigo
Contente e amparado!
Viva a minha bela poesia!


Igor Santos de Matos

terça-feira, 30 de julho de 2013

Alvo Novo



Se houvesse sorriso não haveria sentimento.
E se tivesse sentimento, não haveria prazer.
Mas se tivéssemos o prazer
A dor se ausentaria.



Seu eu tivesse um bom vinho
Eu teria a ilusão...
E pobre do meu coração,
Pois dor nenhuma sentiria.

Mas o vinho que vinha não veio.
Na minha ilusão, não mais eu creio.
A solidão dorme em meu seio,
E o sentimento me deixou!

Hoje sou bem menos louco
Vivo, no muito, com o pouco
Passo na dor o meu sufoco
E faço de te meu alvo novo!

E se eu pudesse agradecer
Diria o quanto me faz bem
Minha confidente incomparável
Que eu não troco por ninguém!!


Igor Santos de Matos

As vezes



As vezes me dói alma de tanta tristeza que sinto.

As vezes me chateia a vida por ser tão vazia.
As vezes me vejo num túmulo de podridão hereditária.
E as vezes até me sinto culpado por ser assim tão eu.

As vezes consigo me distrair com um amor qualquer.
As vezes me consolo nos braços de qualquer mulher.
As vezes me dá pena de mim mesmo sendo assim tão ruim
E as vezes me magoa a alma pela nobre razão de existir!

As vezes nada sai do jeito que eu quero.
As vezes tudo parece clichê.
As vezes as coisas fogem do comum
E as vezes tudo fica démodé!

As vezes falo coisas sem sentido,
E tenho inveja de um qualquer.
Mas só as vezes me sinto triste
Tão quanto as vezes que vivia sem poesia!


Igor Santos de Matos

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Só de Sacanagem!



Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

Elisa Lucinda

Pequinês e Pitbull



Eu não quero sair!
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pr'o boteco
Eu não quero sair!...

Eu não quero sair!
Eu não!
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pr'o boteco...

Hoje eu não teco, não fumo
Não jogo sinuca
Não pego no taco
Tem muita gente maluca
Me apurrinhando
Enchendo o meu saco
Hoje estou de vara curta
Vou ficar no barraco
O que não falta é tatu
Prá me levar pr'o buraco...

Eu não quero sair!
Eu não quero sair!
Eu não!
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pr'o boteco...(2x)

Hoje eu não teco, não fumo
Não jogo sinuca
Não pego no taco
Tem muita gente maluca
Me apurrinhando
Enchendo o meu saco
Hoje estou de vara curta
Vou ficar no barraco
O que não falta é tatu
Prá me levar pr'o buraco...

Conversa fiada, amador
Carambola
Espeto é de pau
Em casa de ferreiro
Papagaio que acompanha
João-de-Barro se enrola
Vira ajudante de pedreiro
Papagaio que acompanha
João-de-Barro se enrola
Vira ajudante de pedreiro...

Eu não quero sair!
Eu não quero sair!
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pr'o boteco
Eu não quero sair!...

Eu não quero sair!
Eu não!
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pr'o boteco...

Hoje eu não teco, não fumo
Não jogo sinuca
Não pego no taco
Tem muita gente maluca
Me apurrinhando
Enchendo o meu saco
Hoje eu estou de vara curta
Vou ficar no barraco
O que não falta é tatu
Prá me levar pr'o buraco...

Não sou mais morcego
Hoje eu sou passarinho
Farinha pouca
Meu pirão sozinho...

Pequinês que quer
Brincar com pitbull
Pirou de vez
Vira pic-nic de urubu...(2x)

Moro lá no Flamengo
Com prédio de fundo
De frente para o morro azul
Vira pic-nic de urubu
Vou pedir prá dona Sula
Fazer um frango com quiabo
E um prato de angú
Vira pic-nic de urubu...

Venho lá do gogó da Ema
E não tem problema
Pois não dou mole
Prá ninguém da zona sul
Vira pic-nic de urubu
Eu falei prá vocês!
Vira pic-nic de urubu
Vira pic-nic de urubu...

Seu Jorge

Longe de Te

      De repente eu descobri que o poder está em minhas mãos. Ainda não sofri, por isso comecei a pensar que as coisas podem ser do jeito que eu quiser, e assim estão sendo. Tenho vivido um dia após o outro de pura satisfação interior da forma mais difícil de se entender e obscena possível!
      Então tudo que era charmoso e démodé passa a ser clichê em total torpor-frenesi!
      Voltei pro meu êxtase sem perceber... Voltei pra mais uma taça de vinho, pra mais um brinde, pra mais uma solidão. E no final, pra bem longe de você, pra onde eu tenho certeza que o vazio da ilusão amorosa não vai me alcançar. Vivo de novo longe de você!

Igor Santos de Matos

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aonde quer que eu vá



Olhos fechados
Prá te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta prá mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Larará! Lararára!...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá...

Os Paralamas do Sucesso 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Eu e Ela!!

E se eu disser que eu curto?
Você diz : Nem ligo!
Se eu disser que rola?
Você diz: Sai fora!
Seu disser vem comigo?
Você me diz: Que perigo!

Mas seu disser vou nessa!
Você diz: Já vai tarde!
Mas eu te quero a beça!
Mas você diz: Sacanagem!

Eu: Sou louco por você!
Ela: Eu vou matar você!
Eu: Mas que conversa é essa?
Eu: Vê se não desconversa.
Eu: E que mané perigo?!
Eu: Colo logo comigo!

Ela: Nem louca vou contigo,
Ela: Nem morta saio daqui
Ela: Prefiro ver a morte
Ela: Do que me iludir!

Eu: Amor não é ilusão!
Eu: É coisa do coração!
Eu: Minha vida é loca, eu sei!
Eu: Mas com você eu sonhei!

Ela: Esse papinho não cola!
Ela: Eu já saí da escola!
Ela: Num bebo mais coca-cola
Ela: E nem preciso de esmola!

Eu: Que papo é esse meu bem?!
Eu: Comigo "cê" sabe que tem
Eu: Me dá um abraço e um beijo
Eu: "Vamo" partir nesse trem!

Igor Santos de Matos

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tia Horácia


(Leia ouvindo a música do vídeo.)

 Então hoje acordei mais cedo,
Vi tudo que tinha pra ver,
Não ouvi ainda o que tenho que ouvir,
E nem me senti ainda só!
Mas sei que perdi alguém
E que ela não vai mais voltar!
Sei também que sua ausência não me faz bem
E que não há mais tempo pra chorar!

Não consigo encontrar minha forças
Nem sei mais por onde começar!
Tudo me parece perdido e estranho.
Nada mais é como antes.
E se antes eu reclamava de tudo
Agora nem tenho mais o que reclamar!
Afinal, o que me parecia nada, era o meu tudo.
E eu a perdi, sem saber como nem porquê.

E agora tomo meu café, meu chá com limão,
Uso a minha fé, ouço uma canção...
E tento tocar a vida!
Fico as vezes parado, meio sem chão
Como se estivesse sem saída!
Deus, continue a dar-me forças
Pra saber levar a vida!

Igor Santos de Matos


quinta-feira, 4 de julho de 2013

All Star



Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas
Para a tua voz parece exato
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra...
Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem, ficou pra hoje

Nando Reis