Eu os culpo por meu fracasso!
Se sou do jeito que sou,
Assim, de pele suada, morena
Cabelo por cortar, feio...
Dentes e olhos tortos e feios
E tudo mais de feio que há!
Por fora e por dentro!
Este sou eu.
E eu os culpo por meus fracassos!
Ando pelos fundos e vejo novidades
Que me levam ao passado,
Como o futuro que ilumina o surgimento.
Nada é novidade
E não há mais emoção,
Nem emoções.
Tudo é vago
E nulo.
Pobre, cego e nu,
E feio.
Mas eu os cuspo por meu fracasso!
Igor Santos de Matos
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