terça-feira, 30 de julho de 2013
As vezes
As vezes me dói alma de tanta tristeza que sinto.
As vezes me chateia a vida por ser tão vazia.
As vezes me vejo num túmulo de podridão hereditária.
E as vezes até me sinto culpado por ser assim tão eu.
As vezes consigo me distrair com um amor qualquer.
As vezes me consolo nos braços de qualquer mulher.
As vezes me dá pena de mim mesmo sendo assim tão ruim
E as vezes me magoa a alma pela nobre razão de existir!
As vezes nada sai do jeito que eu quero.
As vezes tudo parece clichê.
As vezes as coisas fogem do comum
E as vezes tudo fica démodé!
As vezes falo coisas sem sentido,
E tenho inveja de um qualquer.
Mas só as vezes me sinto triste
Tão quanto as vezes que vivia sem poesia!
Igor Santos de Matos
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