domingo, 6 de outubro de 2013

Vidinha que se foi

Hoje é domingo e a tarde já vai indo.
Não me sento mais na porta de casa nos bancos de madeira
nem limpo a beira do muro com a enxada.
Não corro mais com os amigos atrás de bola
e nem sei mais o que é ter os meus pais chamados na escola.
Tudo está tão diferente.
Eu não sei se isso é bom ou ruim
sei apenas que os bons tempos não voltam
e que a realidade as vezes me assusta!

Pareço meio perdido por sentir saudades do passado
mas me lembro que antigamente eu não era satisfeito.
Vejo agora que não sabia que era feliz.
Não pulei etapas.
Sofri...
Sorri...
Passei por tudo isso e sinto a tristeza em meu peito por outras razões.
Meus pais mudaram, os vizinhos se foram,
Minha vida já não é mais a mesma e nunca mais será.
Meus sonhos são outros e meus ouvidos também.
Meus olhos ouvem coisas assustadoras porque minha boca mudou seu estilo.


Igor Santos de Matos

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sem a ideia de nós dois

É certo que nem Caetano ou Djavan,
Lulu Santos ou Maria Gadú...
Nenhum desses são os mesmos sem a ideia de nós dois.
Tudo que vivemos, tudo que passou
Foi tão puro e intenso, tão simples e curto
Que o amor ficou pra depois.

Igor Santos de Matos

Poema formal

Há tempos eu não sofria uma decepção.
Há tempos eu não me via tão triste, tão cansado...
Só penso agora em minha ilusões perdidas
e nos fracassos.
Penso tão probabilitoriamente
que nem me vejo mais nos meus sonhos.
Tudo se foi e nada se fez novo!
Tudo não passa do que simplesmente é
e nada é diferente do normal.

Mas ainda assim, não sei porque razão
me vejo entusiasmado,
iludido, acreditado.
Sem razão nenhuma...
Talvez seja só loucura mesmo.
Um louco covarde e egoísta.
Só mais um com cara de nada que tenta ser diferente
e quando quase consegue
volta a ser normal.

Igor Santos de Matos