sexta-feira, 31 de maio de 2013


Pela manhã um café!
Céu nublado...
Um poema.

Sol se arriscando a nascer
Algum barulho
Um dilema:

Não vivo pra não ter que morrer
E não morro por da morte não saber!
Mas vejo!

Vejo o que não quero ver
Vejo o que se tem pra ver
E creio!

Creio no que não posso ver
Creio no que eu hei de ser
E sou!

sábado, 25 de maio de 2013



Nada é tão simples assim.
Nada é tão comum!
Sua vida não muda, seu lar é o mesmo.
Sua via transitória te irrita
Mas e daí?!

Tudo é tão simples,
Tudo tão comum!
Nada é igual a agorinha
E tudo se transforma
Mas e daí?!

E daí que a sua vida é bela
Ou não!
E daí que o céu é rosa!
Ora bolas...
A vida é sua!!

Se sinta mesmo não sendo nada!
Se veja a beira de qualquer estrada
E ande..., e voe!
E lute..., e se canse!
Mas seja!!

Igor Santos de Matos

HARMONIA

A pura e simples harmonia não se vê apenas no dinheiro ou na alegria,
Se vê na dor, na agonia, no sofrimento, no lamento,
No sorriso solitário que disfarça a pobreza
Na angústia de quem sofre por natureza.

A pura e simples harmonia não é pura nem simples
Se vista doutro lado
Se vista da crueldade é bem mais que bela arte
É luto, é dor, é pranto e choro.

Mas o que é harmonia, se não uma forte agonia
Ou talvez uma singela alegria
Do que tem um ganha pão
Ou o marco exato entre o sim e o não!

Igor Santos de Matos

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A incompatibilidade incondicional de pensamentos e retóricas levam qualquer ser vivente ao ápice da ilusão mórfica existente na racionalidade da razão!
As circunstancias anacrônicas dos métodos ilusórios de quem um dia pensou em viver em plena paz se desfaz tão única e diretamente quando se enxerga a ilusão!



Igor Santos de Matos




A Aranha, o Sapo-Bola e o

Tamanduá



Salomão do Reggae

A aranha jamais deixaria o carrapato chegar nas alturas
O carro à pato é melhor que à gasolina
Se quiser chegar não venha por cima
O sapo bola nunca deixaria uma barata chegar nas alturas
Barateou o preço da farinha
Se quiser chegar não venha por cima
O tamanduá nunca deixaria uma formiga chegar nas alturas
Se for migalhas eu num quero mais
Mas se for chegar não venha por cima
Era presépio não presepada
Chegou na manjedoura mas não disse que manjava
Ele era o rei mas quis ser carpinteiro
Se fez pior que eu, foi pendurado no madeiro
Agora onde Ele está, não há lugar mais alto
Agora onde Ele está, a destra do Pai poderoso
Se até mesmo Deus sabe chegar
Não venha por cima
E se você se esquecer
Cuidado com a aranha, o sapo bola e o tamanduá
Era presépio não presepada
Chegou na manjedoura mas não disse que manjava
Ele era o rei mas quis ser carpinteiro
Se fez pior que eu, foi pendurado no madeiro
Agora onde Ele está, não há lugar mais alto
Agora onde Ele está, a destra do Pai poderoso
http://www.youtube.com/watch?v=xfDyQDB_H64

São tantos dias passados
Tantas noites mal dormidas
E nessa noite em que estou
Percebo mais Tua guarida

És um Deus ajudador
És um Deus conselheiro
E nessa noite em que estou
Sei que me escolhes primeiro.

Contigo partilhei minhas dores
Na insônia recebi Teu carinho
E quando tudo não são flores
Eu sinto, não estou sozinha.

O ferro no fogo se purifica
Quando brasa seu brilho reluz
Tantas formas, que coisa bonita...
O Teu grande amor me seduz.

Airô Barros
De repente estava ali
Deitado, braços cruzados
Olhos vivos...
Em meu torpor-frenesi
Mais morto.

Não havia mais o que fazer
Tudo estava acabado
Mas estavam todos lá
Meus pais, meus irmãos
E todos... Todos os meus amigos.

Lá estava a Bahia
Goiás, Tocantins
São Paulo
E o Acre!
Há o meu Acre...

Meus braços estavam como presos
Meu corpo estava intacto
Tinha um cheiro de flores velhas
Mas eu não sentia
Porque tinha algodão no meu nariz!

Eu via lágrimas
Via pranto, choro...
Dor!
Eu sentia o que sentiam.
Sentiam minha falta.

Eu vi olhos arrependidos
Mas estes eu não entendia o porquê
Até que sussurram ao meu ouvido
Algo como desculpas
E discursos de perdão.

Parecia que era tarde demais pra eles também
E talvez fosse mesmo!
Até que o tempo passou
O café acabou
E a oração terminou.

Então me levantaram ainda deitado
Consolo...
Quanta dor e consolo!
Começaram a andar
Pra onde estariam me levando?

De repente pararam.
Gritos de agonia!
Meu Deus, quantos gritos!
O que está acontecendo?
Aconteceu e ninguém  pode fazer mais nada.
Colocaram-me num buraco
Porque estariam me isolando?
Olhei ao lado e vi algo familiar
Vi a corrente de prata do meu avô
Quando voltei o olhar
Estava só.

Tudo havia terminado.
Não via nem ouvia mais nada.
Escuro... Silêncio...
Menos batidas.
Solidão.

Algum tempo depois...
Uma mão.
A luz tornara a brilhar,
E vi um anjo.
Vi a minha mãe!

Não a conhecia,
Mas sabia q era ela
Dei a minha mão
Ela me chamou pelo nome
E voamos!

Assim se iniciou uma nova era!
Uma era milenar
Infinita e feliz!
Eu estava morto,
Mas agora vivo!



Igor Santos de Matos

Priscila Galvão

Daí o tempo passa
E um sorriso aparece
Como que numa prece
Pra nos fazer sorrir.

Daí a lua vem
E o sol se vai
Com quem sai
Sem se despedir.

A gente brinca de ser feliz
Sem saber o que é viver
E vive sem saber
Que ser feliz é viver.

São cabelos, olhos
Boca e sorriso
É um olhar, um beijo
Um sonho, um paraíso.



Igor Santos de Matos




Conheço a verdade
Por isso corro da realidade que ela me proporciona.
Vivo num submundo irreal
Daquilo que só existe dentro de mim.
Luto pra não ser quem sou
Por não saber exatamente do que se trata.

Conheço a mentira
E por se tratar de algo ilusório e irreconhecível,
Corro pra ela!
Mesmo sabendo q eu a ideia do novo pode trazer riscos!
E ali permaneço,
Dormindo na cama abraçado com a solidão!





Igor Santos de Matos
Autopsicografia
Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Dedico-lhes toda poesia do mundo até q seus sonhos se realizem. E quando isso acontecer, façam uma poesia como agradecimento!

Agora

Agora não sei bem o que fazer
Exatamente agora me sinto perplexo e perturbado
Será que agora que tenho a descoberta de meus sonhos em minhas mãos
Terei que entrega-lo a uma ilustre armadilha?
Armadilha essa que será palco do jubilar de meus inimigos!
E tudo isso por causa do sujeito de meu sonho!
Ou pelo menos do que eu pensei que fosse um sonho!